Thursday, June 08, 2006

A relatividade das coisas boas

Até podia ter sido o faqueiro a ir para casa. Estava no IKEA.
O problema do faqueiro é que havia outros na "Emporio Casa",
de design melhor e mais caros.
A pena de se ver coisas boas está todo na relatividade.

Wednesday, June 07, 2006

Numa loja igual a outras lojas iguais

A Elsa saberia dizer que estava no meio da "Loja de Campo".
Eu não.
Mas concordamos que uma estante é mesmo muito interessante.
O mesmo acho de uma mesa baixa para a sala.
Ambas a rondar os €500.

Sofás à beira-rio

Depois e ainda "Só", caminho de Santos à Praça do
Comércio.
Na montra da Armanni um sofá de dimensões ideais
e design adequado. O preço, muito mais do que
qualquer incógnita pode deixar adivinhar.

Friday, February 24, 2006

Quarto de banho (Trial)

Coisas muito giras para o quarto de banho.
Sérios candidatos para os suportes para as toalhas, papel-higiénico, piaçaba, jornal (e os livros senhore? e os livros?).
Encontrada a solução para o móvel do lavatório. Em cor carvalho escuro, não fechado, duas colunas com gavetas em baixo. Os pés não deverão ser de madeira até ao chão (solucionado com uns pés pequenos de metal e borracha.)

Nota para a desconcertante para a banheira-piscina (uma ideia genial mas que a cascatinha atira para a prateleira do kitsh).

A Trial fica na esquina entre a Defensores de Chaves e a Marquês de Valmor.

Thursday, February 23, 2006

Inauguração

Está inaugurado este blogue. Criado pelo Sr. Lopes, onde se descreve essa experiência dos tempos modernos que é (vir a) ter casa própria e ter de a decorar.
Primeiro artigo para a casa: um poema. Pois claro.

O lugar da casa
Uma casa que nem fosse um areal
deserto; que nem casa fosse;
só um lugar
onde o lume foi acesso, e à sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as mãos; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:
crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a floração
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia.

Eugénio de Andrade, in O sal da língua